Ilhas do Paraná, grandes encantos do litoral sul brasileiro

Escrito por: Larissa Ilaídes | Postado em: 2 setembro, 2014

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Explorar o litoral do Brasil é uma aventura e tanto, e se você quer passar as próximas férias em um local agradável e cheio de belezas naturais, nós temos bons motivos para você conhecer tudo o que a costa paranaense tem de bom, ou melhor, que tal ir além da costa e saber o que as ilhas do Paraná podem oferecer? São cantinhos quase inexplorados e pouco conhecidos que reservam surpresas a cada instante.

Ilhas do Paraná: Superagui

SUPERRAGUI

A Ilha do Superagui está localizada no litoral Norte do Paraná e pertence ao munícipio de Guaraqueçaba, bem próximo do estado de São Paulo. É uma ilha artificial que se formou após a abertura do Canal do Varadouro, em 1953. É bastante conhecida por abrigar o Parque Nacional do Superagui - local com uma área total de aproximadamente 34 mil alqueires, que abriga muitos animais ameaçados de extinção e que foi tombada como Patrimônio Histórico do Paraná, em 1970, e Patrimônio Natural pela Unesco, em 1999.

O que fazer: aproveite o passeio de barco para observar as belezas naturais da região e se encantar com a presença dos golfinhos. Além do parque, a Praia Deserta é outro bom atrativo da região, pois é perfeita para caminhar ou dar passeios de bicicleta - estas alugadas por comerciantes da região.

Como chegar: o serviço regular de barco entre Paranaguá e Barra do Superagui tem duração de 2h30 a 3h30, conforme  as condições climáticas e da maré. Em voadeiras (barcos de alumínio), o trajeto dura em torno de 1h.

O que comer: há restaurantes e bares na região, mas leve dinheiro para consumo. Lá não há caixas eletrônicos.

Onde ficar: há pousadas, inclusive algumas delas possuem internet.

Ilha do Mel

A Ilha do Mel é uma das mais conhecidas de todo o litoral paranaense, visto a sua beleza exuberante e grandes pontos turísticos extremamente encantadores. Ela pertence ao município de Paranaguá e para evitar degradação, o limite máximo de pessoas dentro dela não pode ultrapassar cinco mil.

ILHA DO MEL

A Ilha do Mel é composta por pontos que podem ser facilmente visitados de barca: Fortaleza, Brasília e Encantadas. Na primeira, o maior destaque está na Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, um monumento militar superconservado construído em 1767 e feito para proteger a baía de Paranaguá e o seu porto. Já em Brasília, o grande destaque está no Farol das Conchas, uma construção de 1870 que até hoje orienta a navegação na baía de Paranaguá – a vista lá é linda! No lado Sul da Ilha do Mel encontramos outro ponto turístico incrível, a Gruta das Encantadas -  uma obra da Natureza acessada facilmente por meio de uma trilha e passarela.

O que fazer: é possível aproveitar as ondas no Mar de Fora, e em diversos pontos há shows e pequenas baladas para aproveitar a noite. É possível realizar passeios de barco, inclusive ir para os outros pontos já citados aqui – praticar cicloturismo, mergulho, caminhadas e pesca submarina.

Como chegar: pelos trapiches de Pontal do Sul, Morretes e Paranaguá.

O que comer: em todas as regiões da ilha há restaurantes e bares.

Onde ficar: há pousadas diversas e áreas de camping.

Ilha da Cotinga

COTINGA

Localizada na Baía de Paranaguá, a Ilha da Cotinga é um local  onde se encontram muitos vestígios da civilização paranaense. Até hoje, os nativos – índios Guarani Mbyá –habitam a região e cultivam tudo o que é necessário para o próprio sustento, além das práticas habituais como caça e pesca. A região foi homologada como terra indígena em 1993.

A principal atração turística da região é a Igreja de Nossa Senhora das Mercês, a primeira igreja católica construída no Sul do país. Para visitar, é preciso subir uma grande escadaria, pois o local está no alto do morro.

O que fazer: além das ricas paisagens naturais, o local é um bom ambiente para a realização de caminhadas e entrar em contato com a comunidade local.

Como chegar: não há uma linha específica para a ilha de Cotinga, mas barcos de passeio podem realizar o transporte. Eles se encontram juntamente as outras embarcações da Baía de Paranaguá.

O que comer: não há restaurantes ou bares, por isso, é necessário levar água e lanches leves.

Onde ficar: não há pousadas ou hotéis. O passeio, deste modo, deve ser feito durante o dia.

Ilha dos Valadares

VALADARES

A ilha dos Valadares pertence ao município de Paranaguá. É bastante povoada e ocupada basicamente por pescadores tradicionais. Possui fornecimento de água e energia elétrica, além de comércios básicos como padarias e farmácias e serviços como posto de saúde e módulo policial.

É considerado um bairro, quase uma cidade, dentro de Paranaguá devido a grande organização social que possui comparado as outras ilhas da região.

O que fazer: além de ter contato intenso com a comunidade local, na ilha dos Valadares é possível visitar os manguezais e conhecer a dança típica da região, o fandango.

Como chegar: o acesso é feito por uma passarela que liga a ilha ao continente ou por meio de barcos do rio Itiberê.

O que comer: como a Ilha dos Valadares ainda mantém tradições da colonização, destacam-se as comidas típicas, como o barreado (carne desfiada e temperos) e cambira (peixe esfumaçado com banana). Há restaurantes e bares pela região, pois o local é bem movimentado.

Onde ficar: há pousadas na região.

Ilha Rasa

RASA

Pertencente ao município de Guaraqueçaba, a Ilha Rasa é uma ótima região para aproveitar tudo o que a natureza do litoral paranaense pode oferecer. É uma área de proteção ambiental bastante povoada, com energia elétrica e água encanada.

O que fazer: além de ter contato com a comunidade local, que são cerca de 700 moradores, há certa infraestrutura para que cada turista aproveite o momento: pesca, passeio por trilhas e assistir de perto a revoada dos papagaios.

Como chegar: há 30 minutos de barco a motor

O que comer: pode-se comer pratos típicos da região, de ostras e peixes pescados ali mesmo.

Onde ficar: há pousadas.

Ilha das Tartarugas

TARTARUGAS

A Ilha das Tartarugas, mais do que ter uma paisagem exuberante, é um sítio arqueológico protegido pela Iphan desde o final da década de 1980. A ilha fica em Caiobá e pode ser visitada facilmente por banhistas que visitam Matinhos.

O que fazer: desbravar a vegetação característica e apreciar a vista mais do que especial.

O que comer: não há restaurantes.

Como chegar: o acesso pode ser feito pela Praia Bela, na maré baixa.

Onde ficar: não há pousadas.

Ilha dos Currais

CURRAIS

A Ilha dos Currais é, na verdade, um arquipélago, sendo, deste modo, três pequenas ilhas: uma grande com vegetação no cume, a segunda é rochosa e a última um pico de pedra. Situada entre as baías de Guaratuba e Paranaguá, a Ilha dos Currais é conhecida por ser ponto de mergulho no Paraná. Mas não é só isso. A ilha também é rica em recursos naturais e suas águas claras abrigam diversas espécies de peixes. Tanto que o Centro de Estudos do Mar desenvolve diversas pesquisas no local, onde o acesso é feito somente de barco.  Na ilha vivem, ainda, mais de 8000 mil aves, sendo estas do sul do Brasil e do Atlântico Sul.

Ao visitar a Ilha dos Currais (e demais ilhas) é necessário muita cautela e responsabilidade, pois, assim como a pesca, a visitação também põe em risco a preservação. Por isso, o desembarque é indicado somente a pesquisadores. Em 20 de junho de 2013 pela lei federal nº 12.829 o arquipélago foi transformado no Parque Nacional Marinho das Ilhas dos Currais, protegendo o ecossistema local.

O que fazer: o mergulho é a principal atração da Ilha dos Currais.

Como chegar: o acesso se dá somente de barco e eles costumam sair das marinas localizadas em Pontal do Sul.

O que comer: não há restaurantes no local.

Onde ficar: não há pousadas, nem hotéis.

Ilha do Saí

SAI

Localizada na divisa entre o estado do Paraná e Santa Catarina, esta ilha fica bem próxima da Barra onde acontecem competições de natação e aquathlon. As provas consistem em natação e corrida disputadas individualmente na praia. Na Ilha do Saí encontramos um mar limpo e tranquilo.

Como chegar: em época de maré baixa, é possível fazer a travessia a nado ou a pé.

O que comer: na Ilha não existem quiosques ou restaurantes.

O que fazer: aproveitar a praia que possui águas limpas e tranquilas.

Onde ficar: na ilha não existem hotéis ou pousadas, mas é possível se hospedar na Barra do Saí.

Ilha das Peças

PECAS

A Ilha das Peças faz parte do Parque Nacional de Superagui, localizada na baía de Paranaguá, e a travessia demora aproximadamente duas horas de barco. Existem duas histórias para explicar o nome desta ilha. A primeira, diz que as “peças” eram os escravos trazidos do norte para trabalhar no sul e como esta prática era proibida, eles eram deixados nesta ilha antes de chegarem a Paranaguá. A segunda hipótese é que as peças de artilharia da Fortaleza na Ilha do Mel, eram deixadas neste local.

Na Ilha das Peças vivem cerca de 350 pessoas, assim, o local possui energia elétrica e água encanada tratada.

O que fazer: além da Ilha das Peças ser muito linda, é possível observar o Boto Cinza e espécies ameaçadas de extinção, como o Papagaio de Cara Roxa.

Onde ficar: na Ilha das Peças existem pousadas onde os visitantes podem se hospedar.

O que comer: existem restaurantes que servem comidas típicas da região, frutos do mar e lanches.

Como chegar: com barcos que saem de Paranaguá, a travessia dura cerca de duas horas.

Ilha das Cobras

COBRAS

Há 20 minutos de barco da baía de Paranaguá, a Ilha das Cobras é uma área atrativa, onde é possível ter grande contato com a  natureza, porém, visitantes e pesquisadores não podem desembarcar no local sem autorização, pois a ilha é do estado e lá se encontra a casa de veraneio do governo paranaense. Ganhou este nome devido as várias espécies de serpentes que haviam na região e, em 1950, até funcionou um reformatório na Ilha das Cobras, onde crianças infratoras ficavam em regime fechado, por vezes, até solitário.

O que fazer/onde ficar/o que comer: A ilha pode ser apenas observada. Não há como visitá-la sem prévia autorização.

Como chegar: de barco, fica a 20 minutos da costa.

Ilha da Galheta

GALETA

Localizada ao sul da Ilha do Mel e a três quilômetros do Balneário de Pontal do Sul, a Ilha da Galheta é um pouco maior do que a Ilha dos Currais, desabitada e de difícil acesso, pois as ondas são muito fortes e devido aos costões rochosos. Nesta ilha não há praia, nem trapiches para embarque e desembarque, o que dificulta as visitações. Entre a Ilha da Galheta e a Ilha do Mel está o Canal da Galheta onde passam os navios rumo ao porto de Paranaguá. No meio ao mar forte e as pedras rochosas, existe uma enorme quantidade de peixes.

O que fazer: o desembarque é difícil. Não possui trapiche.

Onde ficar: não há pousadas nesta Ilha.

O que comer: não há restaurantes na Ilha.

Como chegar: pode-se chegar até a Ilha de barco, porém, não são todos que se arriscam a desembarcar na Ilha da Galheta. Uma alternativa é observar a ilha e o Canal da Galheta do Farol de Caraguatá na Ilha do Mel.

Um litoral cheio de riquezas

As ilhas do Paraná citadas acima são as mais conhecidas nacional e internacionalmente, mas o litoral paranaense ainda possui outras porções de terra/rochas em toda a costa. A maioria delas até tem fácil acesso de barco, mas não possuem estrutura adequada para receber visitantes. São elas:

Ilha da Figueira; Ilha do Cardoso; Ilha das Palmas; Ilha de São Miguel; Ilha de Itacolomis; Ilha do Corisco; A Ilha do Rabelo; Ilha dos Pinheiros; Ilha do Baixo Grande; Ilha do Araçá; Ilha da Sepultura; Ilha das Laranjeiras; Ilha do Bordado; Ilha do Barigüi; Ilha do Capinzal; Ilha do Chapéu; Ilha Castelhano; Ilha do Estaleiro; Ilha das Garças; Ilha da Europinha; Ilha de Piaçaguera; Ilha Maria Chica; Ilha Mexerico; Ilha Monte Alegre; Ilha dos Papagaios; Ilha do Rato.

E você, conhece alguma das ilhas do Paraná citadas aqui? Conte pra gente nos comentários!

Fontes: Gazeta do Povo, RPC TV, Prefeitura de Guaratuba, Paraná Online, Special Paraná.

Imagens: Adaptação de Jornale, Loja Gaúcha, Guaratuba PR, Avm PM PR, Paranaguá Paraná Blog, Prefeitura de Paranaguá, USB, Guia Geo, Rasca, Panoramio.

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Sobre o autor:

Jornalista por formação, redatora publicitária e pesquisadora em Comunicação Digital. Tem raízes marítimas, ama o Litoral do Paraná, suas potencialidades e suas simplicidades.